ATEAC - Instituto para Atividades, Terapias e Educação Assistida por Animais de Campinas
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Baco


Nome:

Baco

Raça:

Labrador

Trabalha:

CEVI e Corsini

Idade:

1 ano



O Baco comeu quase minha casa inteira… mas nós dois juntos, fizemos uma reforma, que no final, ficou mais bonita que antes. Então, o Baco veio para reformar as coisas, mudar do lugar, agitar… colocar a galera pra cima, animar.

É dificil escrever sobre o Baco, sem falar do Leopoldo e da Joaninha… eles moram aqui em casa há mais tempo, e porque não dizer que moramos com eles. O Leopoldo é um cachorrinho genioso e mandão e a Joaninha é uma cachorrinha carente e mandona.

O Baco ganhei da Andrea, em uma dessas conversas que a gente quer um cachorro, no meu caso, um grande, bem grandão… e de preferência doido de tudo!!! Ele já tinha sido doado, mas sei lá por que cargas d´agua… ela me ligou e disse que podia pegá-lo. Ah, fui alucinada! Chegando lá ele era o mais quietinho (cachorro também sabe enganar a gente!)… mas aquele olhar, ahhh… esse deve ser o famoso amor à primeira vista.

Então, com esse jeitinho safadinho-fofo-inteligente, levei o Baco para o veterinário ver se ele podia participar da ATEAC… ele podia!!! Só faltava saber se eu podia… então, fomos na socialização!!! E o Baco me disse para me comportar! Nós dois passamos!!! Sim, ele é espevitado, aqueles cachorros que querem conhecer tudo, doidão de tudo, de um carinho I-N-F-I-N-I-T-O, com uma gentiliza de amar tudo e todos. Uma graça mesmo… de um coração tão grande, que às vezes, tenho vergonha de estar ao lado.

E com o Baco me socializei com as pessoas e com os cães. Ele sempre me diz que a vida é muito mais que as obrigações do dia a dia… não com palavras, mas com aquele olhar, com o jeitinho maluco que tem. Ele atende as crianças do Corsini e Cevi. Já sabe os dias que vamos, me ajuda a separar os materiais que utilizamos e fica de olho na bandana. Entra no carro e quando chega o atendimento, parece ter um combinado comigo: você faz o seu trabalho e eu o meu.

Baco é um desses cachorros, como tantos que conheço que sabem o que querem, sem explicação. Ele se agita quando a criança parece pedir, joga futebol que é uma beleza… e em outros atendimentos, fica deitado conversando silenciosamente com a criança que o estuda, passando as mãozinhas no seu focinho, na orelha, nas pernas, patas… fica lá esperando, de alguma forma parece compreender que este momento é de conhecer para confiar.

Baco dorme dentro de casa porque a Joaninha e o Leopoldo assim eram acostumados e não conseguimos mudar isso. Mas ele também se acostumou com as regras aqui: nada de bagunçar a casa, brincar só no quintal, comer só sua comida (ele não come a ração dos dois… mas tenho que ficar atenta com a minha “ração”). Como moramos em uma rua sem saída, as crianças da vizinhança ainda brincam na rua, e toda vez, batem o sininho aqui para chamar o Baco. “Mãeeee do Bacoooo, deixa ele brincar com a gente !!!” Ele vai… adora correr, jogar futebol, estar na folia.
Vou ter que parar… ele está fazendo algum barulho na cozinha… ( ahhhhh… nãooooooo!!!!!)

Helena Gomes